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Tuberculose: Uma Visão Abrangente para Profissionais de Saúde

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que afeta principalmente os pulmões, mas também pode atingir outros órgãos. Sua história remonta a milhares de anos, sendo identificada em múmias egípcias e descrita por Hipócrates na Grécia Antiga. No século XIX, a tuberculose era conhecida como "peste branca" devido à palidez dos pacientes e à alta taxa de mortalidade.


Diagnóstico


O diagnóstico da tuberculose envolve a análise de sintomas como tosse persistente, febre, suores noturnos e perda de peso, juntamente com testes de imagem, onde um exame positivo apresentar as seguintes características:


  • Consolidações: áreas de opacidade nos pulmões devido à inflamação e acúmulo de líquido ou células.

  • Cavitações: formação de cavidades nos pulmões, resultante da destruição do tecido pulmonar pela infecção.

  • Padrões intersticiais: presença de padrões reticulares ou retículo-nodulares nos pulmões, indicando inflamação e fibrose.

  • Linfonodomegalias hilares ou mediastinais: aumento dos gânglios linfáticos na região do tórax, como resultado da resposta imune à infecção.

  • Derrame pleural: acúmulo anormal de líquido entre as membranas que revestem os pulmões.


Esses achados radiológicos, juntamente com sintomas clínicos e outros exames complementares, como baciloscopia e cultura para Mycobacterium tuberculosis, são fundamentais para o diagnóstico precoce e início do tratamento da tuberculose.


Diagnóstico Diferencial


O diagnóstico diferencial da tuberculose inclui outras doenças pulmonares infecciosas, como pneumonia, além de condições não infecciosas, como câncer de pulmão e doenças autoimunes.


Tratamento da tuberculose


O tratamento da tuberculose geralmente envolve o uso de antibióticos por um período prolongado, com duração mínima de seis meses, para garantir a erradicação completa da bactéria. Os medicamentos mais comuns utilizados no tratamento da tuberculose incluem:


  • Rifampicina

  • Isoniazida

  • Pirazinamida

  • Etambutol


Esses medicamentos são frequentemente combinados em esquemas terapêuticos preconizados pelo Ministério da Saúde e disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).


Além disso, é importante que o tratamento seja realizado de forma adequada e regular, preferencialmente sob o regime de Tratamento Diretamente Observado (TDO), no qual a ingestão dos medicamentos é supervisionada por um profissional de saúde. A adesão estrita ao tratamento é crucial para prevenir a resistência aos medicamentos e garantir a cura da doença.


Durante o tratamento, os pacientes devem ser monitorados quanto aos efeitos colaterais dos medicamentos, como náuseas, vômitos, hepatotoxicidade, entre outros, e realizar exames de função hepática, função renal e glicemia de jejum conforme orientação médica.


Em resumo, o tratamento da tuberculose envolve a combinação de antibióticos por um período prolongado, com supervisão médica e monitoramento dos efeitos colaterais, visando à erradicação da bactéria e à cura da doença.


Prevenção


A prevenção da tuberculose inclui a vacinação com a vacina BCG, que previne a ocorrência de formas graves da doença, principalmente em áreas de alta prevalência, o rastreamento de contatos de pacientes infectados e a melhoria das condições de vida e nutrição para reduzir a suscetibilidade à doença.


O tratamento medicamentoso para a prevenção da tuberculose é a administração de isoniazida, capaz de prevenir a infecção ou de impedir que o indivíduo infectado adoeça. Essa medida é conhecida como tratamento da tuberculose latente (ILTB) e é recomendada em situações específicas, como em recém-nascidos que coabitam com pacientes que apresentam tuberculose pulmonar bacilífera. A isoniazida é administrada por um período determinado, seguida pela realização da prova tuberculínica para avaliar a eficácia do tratamento.


Além do tratamento medicamentoso, outras medidas de prevenção incluem a vacinação com BCG, oferecida gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), que protege contra as formas mais graves da tuberculose. Também é importante avaliar os familiares e outros contatos do paciente com a doença para que não desenvolvam a forma ativa da tuberculose.


Portanto, o tratamento com isoniazida e a vacinação com BCG são medidas eficazes para prevenir a tuberculose, especialmente em populações de risco e em situações específicas.


Em resumo, a tuberculose, apesar de sua longa história, ainda representa um desafio significativo para os profissionais de saúde. O diagnóstico precoce, o tratamento adequado e as medidas preventivas são fundamentais para controlar a propagação dessa doença.

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